Cristina Lasaitis
por Bruno Accioly em novembro 16, 20088 Comentários Publicado em Destaque, Entrevista, Especial, Livros, Personalidades
Cristina Lasaitis tem 25 anos, nasceu e cresceu em São Paulo, onde mora até hoje. É biomédica pela Unifesp, começou sua carreira estudando biologia molecular do câncer e depois de formada resolveu mudar radicalmente de área, passando a estudar neurociências. Atualmente faz pós-graduação no Departamento de Psicobiologia, pesquisando emocionalidade e preconceitos sociais.
Cristina começou a escrever Ficção Científica em 2004 e, desde então seu interesse pela literatura cresceu e se transformou em uma segunda profissão. O OutraCoisa a procurou para conversar sobre Ficção Científica, sobre a carreira de escritora, sobre seu livro “Fábulas do Tempo e da Eternidade” e sobre um monte de outras coisas.
OutraCoisa.com.br: Como começou a se interessar por ficção científica?
Em doses moderadas, a FC fez parte da minha infância e da minha adolescência, mas o estalo só aconteceu em 2004, quando começou a minha imersão no gênero. O motivo foi que eu tinha uma história de FC ocupando meus pensamentos havia 10 anos. Por todo esse tempo ela foi crescendo, tomando forma, chegou um momento em que estava gritando na minha cabeça, eu precisava escrevê-la, sentia uma ansiedade terrível por colocar essa história no papel.
Passei dois anos tentando escrever o romance, quando percebi que teria que dar um passo de cada vez: aprender como fazer literatura de verdade, estudar e praticar muito para um dia me tornar uma escritora com competência para contar tamanha saga. Foi só quando assumi esse desejo e o compromisso de escrever que passei a devorar livros às pilhas, principalmente de ficção especulativa, que é o que mais gosto e me parece uma fonte inesgotável de referências.
Enquanto isso, meu projeto número 1 segue engavetado e eu continuo ansiosa…
OutraCoisa.com.br: Há quem ache que mulheres não se interessam por ficção científica.Você acha incomum o envolvimento de uma mulher na Ficção Científica? Sente-se só neste mundo supostamente masculino?
Tenho visto um número crescente de mulheres se interessando por FC, entre outras coisas que não costumavam ser feitas “sob medida” para elas. Antes a desproporção me incomodava, hoje já não ligo. Não há entraves, não vejo discriminação, não me sinto julgada nem privilegiada por ser mulher e isso é tudo o que me importa. Prefiro me deter no ponto de vista individual: respondo por mim, não posso responder pelas outras, vou tratar do que me interessa.
E não, não me sinto sozinha, acho que estou bem acompanhada. A escritora que me capturou definitivamente para a FC foi Ursula K. Le Guin e não foi por ser mulher que ela se tornou minha autora favorita, ela me conquistou por empatia: por pensar como eu penso, por sentir como eu sinto e por se expressar do modo como quero me expressar, além de ser genial.
OutraCoisa.com.br: Você se recorda do último livro de ficção científica brasileiro ao qual teve acesso?
O último que li foi “De Roswell a Varginha”, do Renato A. Azevedo, lançado recentemente pela Tarja Editorial. Tenho sentido muita falta de romances brasileiros de ficção especulativa, a boa notícia é que os lançamentos estão acontecendo com maior freqüência e impacto, de modo como não se vê há muito tempo no Brasil.
A teoria é sempre lógica e elegante; a prática é cheia de burocracia, política, enganos e percalços. [...] Desde então me apaixonei pela possibilidade de fazer ciência através da literatura.
OutraCoisa.com.br: Você sempre se interessou pela ciência e pela Ficção Científica… Mas como e quando isso começou?
Na década de 80, quando eu era pequena, meu pai costumava trazer para casa filmes de como “De Volta Para o Futuro”, “E.T.”, “Contatos Imediatos”… Eu ficava vidrada, imagine o nó que uma história de viagem no tempo pode dar na cabeça de uma criança. Adorava essas coisas porque elas me intrigavam. Nessa idade ainda não entendia bem os limites entre a realidade e a ficção, a todo momento me fazia perguntas como: “é possível viajar no tempo?”, “será que dá mesmo para reviver os dinossauros?”, e não sossegava enquanto não tivesse a resposta, porque se essas possibilidades fossem reais, eu queria estar entre os cientistas que as realizassem.
Esse foi o mundo de faz-de-conta da minha infância. Era uma garota de curiosidade insaciável, absorvia informação como uma esponja, exauria meus professores, precisava urgente entender como tudo funcionava. Aos 10 anos decidi que iria estudar biologia e essa certeza me acompanhou até a faculdade. Só então descobri que gosto mais da ciência teórica do que da prática. A teoria é sempre lógica e elegante; a prática é cheia de burocracia, política, enganos e percalços. Fazer pesquisa é complicado e, por vezes, desanimador, sobretudo no Brasil. Durante a graduação reparei que o trabalho na bancada me entediava fácil, e era nessas horas que minha imaginação voava alto e me surgiam as melhores idéias para ficção. Desde então me apaixonei pela possibilidade de fazer ciência através da literatura.
OutraCoisa.com.br: Que sub-gêneros da ficção científica mais atraem você?
Gosto de todas as vertentes, talvez um tantinho mais de Hard Science Fiction, Soft Science Fiction e Distopia. Não me importa tanto o tipo, o que me interessa é a qualidade da obra. Costumo gostar das mais clássicas e reflexivas, que me fazem pensar; e também das que se destacam pela criatividade, adoro ser surpreendida.
Tem um ingrediente fundamental que só os fãs de FC e Fantasia sabem definir: “sense of wonder” – senso de maravilhamento –, é isso que uma boa leitura deve induzir.
…Se há um escritor de FC a quem posso culpar por ter influenciado minha carreira, talvez esse cara seja o Michael Crichton.
OutraCoisa.com.br: Isaac Asimov foi bioquímico, sua formação na UNIFESP foi de Biomédica. Houve influência ou é mera coincidência?
Eu não lia Asimov até entrar na faculdade. Mas se há um escritor de FC a quem posso culpar por ter influenciado minha carreira, talvez esse cara seja o Michael Crichton. Em 1992, quando eu tinha nove anos, um blockbuster chamado Jurassic Park veio estremecer as salas de cinema e deu origem a uma febre de dinossauros que me acertou em cheio. Virei uma pequena fanática, consumia toda a literatura sobre dinossauros que era capaz de encontrar – inclusive o livro do Crichton, que foi o primeiro romance de ficção científica que li. Dizia a todos que queria ser paleontóloga quando crescesse.
O tempo passou, hoje não sou paleontóloga e sei que a ressurreição dos dinossauros está além da ciência, mas sou grata ao Crichton por ter tido essa ilusão tão deliciosa que me levou a optar pelas ciências biológicas.
OutraCoisa.com.br: Assim que vi a capa de seu livro lembrei-me de Arthur C.Clarke, talvez por conta de “A Sonda do Tempo” e “Sobre o Tempo e as Estrelas”. Qual foi o papel de Clarke em sua formação como escritora?
O que Arthur Clarke fez e que nenhum outro escritor alcançou na mesma extensão foi usar seu conhecimento científico para conferir uma verossimilhança irretocável à sua ficção. Seus delírios tecnológicos, em grande parte, têm o dom da plausibilidade – são possíveis (como atestam, por exemplo, as pesquisas para o (“Fontes do Paraíso). Ele era um homem de perícia minuciosa, idéias inesgotáveis e imaginação poderosa. Poderia ter feito uma carreira brilhante somente como cientista, mas, suspeito eu, ele deve percebido que assim estaria muito limitado e suas melhores idéias não teriam alcançado grande repercussão.
Seus sonhos estavam anos-luz à frente da ciência do seu (e do nosso) tempo, e o melhor que ele pôde fazer foi nos carregar junto para essas viagens através de seus sonhos cósmicos, mostrando-nos outros horizontes, ajudando a construir o futuro que ele mesmo delineou.
Com o Clarke aprendi que dá para fazer ciência através da ficção, e que o cientista e o escritor podem conviver na mesma pessoa, não apenas em paz, mas em simbiose. A empatia não poderia ser maior: hoje eu me sentiria terrivelmente limitada se ficasse simplesmente fechada no meu laboratório, restrita ao meu departamento. Eu perderia meu entusiasmo, minha imaginação esfriaria.
O ser humano é provavelmente a única criatura ciente da sua finitude e ansiosa por transcender a si mesma. [...] De todos que conheço, Carl Sagan era o cético que melhor sabia abordar a questão.
OutraCoisa.com.br: Escritores como Philip K. Dick construíram universos coerentes e com personagens e lugares recorrentes. Você tem ambição de fazer o mesmo – como foi o caso de sua personagem Cláudia Mansilha – ou te parece mais instigante desenvolver seus contos independente deste compromisso?
Visito meus universos preferidos quando eles pedem, quando ali surge uma história interessante para ser contada. Sou apaixonada pela idéia do entrelaçamento e das referências cruzadas – quanto mais sutis, melhor. Isso provoca no leitor mais atento uma sensação de “opa, acho que já passei por aqui!” e se ele gosta da referência, é provável que leia com mais interesse; se não conhece, serve como um link para acessar outra história caso goste da que leu.
O importante é que a recorrência não caia na repetição, que não seja forçada e que não tente extrair mais do que o contexto pode oferecer.
OutraCoisa.com.br: Carl Sagan, em “Contato”, foi muito eloqüente acerca das implicações de um mundo dividido entre Ciência e Religião, através dos olhos de sua personagem Ellie Arroway. Você acha relevante a discussão? Como a aborda em seu trabalho e como gostaria de fazê-lo no futuro?
O ser humano é provavelmente a única criatura ciente da sua finitude e ansiosa por transcender a si mesma. É a isso que me refiro quando digo que temos uma dimensão espiritual, e defendo que essa espiritualidade pode e deve ser discutida fora dos limites da religião. De todos que conheço, Carl Sagan era o cético que melhor sabia abordar a questão. Pessoalmente, eu transito entre pensamentos, crenças e filosofias sem pertencer a nenhuma, e quero muito poder lançar esse debate nas linhas de um livro.
O primeiro romance que tentei escrever (aquele que ficou assando na minha cabeça por 10 anos e ainda espera para ser escrito) traz justamente uma história entremeada por esse encontro entre ciência e religião. Como disse, ainda não me sinto experiente o bastante para escrevê-lo, mas está nos meus planos.
OutraCoisa.com.br: Que autores a influenciaram como escritora?
Na ficção científica, principalmente Ursula K. Le Guin e Arthur C. Clarke. Outros que me influenciam muito são Clarice Lispector, Oscar Wilde, Gabriel García Márquez e Jorge Luis Borges. Gosto de estudar o estilo de diferentes autores e tentar reproduzi-los e misturá-los. O meu “Fábulas do Tempo e da Eternidade” está cheio de experiências estilísticas.
OutraCoisa.com.br: Nos últimos dez anos a produção de filmes de ficção científica aumentou bastante. O cinema te influenciou de alguma forma? Que filmes mais chamaram sua atenção?
Os filmes tiveram um papel mais relevante na minha infância, afinal, foi através deles que tive meu primeiro contato com a FC. Os que mais me marcaram foram a trilogia “De Volta Para o Futuro”, “Cocoon”, “O Parque dos Dinossauros”, “Odisséia 2001″, “Inteligência Artificial” e “Star Wars” (que eu desenterrei do fundo do baú depois de crescida). Podem criticar Hollywood à vontade pelas adaptações catastróficas (isso eu também faço), mas acredito que o cinema é um recurso interessante para aguçar a interface visual da imaginação. Sinto que fica mais fácil visualizar o cenário fantástico descrito em um livro uma vez que você já visitou os mundos de George Lucas, Steven Spielberg e Stanley Kubrick.
A presença do cinema na nossa cultura é tão forte que muitos escritores dizem assistir a suas histórias como filmes passando numa tela mental. Não simpatizo muito com esse recurso porque o autor acaba vivenciando o roteiro indiretamente, como se estivesse em uma sala de exibição. Quando tento imaginar dessa forma começo a ouvir meus personagens falando em inglês com legendas amarelas no rodapé, e isso é algo muito esquizofrênico de se dizer. Prefiro o método da incorporação: encarnar um personagem e perceber a sua realidade a partir do seu ponto de vista.
OutraCoisa.com.br: A ficção científica, no Brasil, é quase que um movimento cultural underground, no sentido que aflora aqui e ali sem fazer muito alarde. Como está o panorama da ficção científica no país, a seu ver? Onde se pode encontrar as obras e escritores Brasileiros?
Nós, fãs brasileiros, às vezes ficamos doidos para contar ao mundo: “yes, nós temos FC!”. O problema é que até hoje eu não encontrei nenhum livro de FC brasileira que tenha me provocado o mesmo sense of wonder que as obras de Arthur Clarke, Ursula K. Le Guin e Robert Heinlein. Conheço bons autores brasileiros, mas não, nós não temos uma escola. Quando leio as obras da geração que nos antecedeu, pouco me agrada.
De fato, hoje se publica mais FC no Brasil do que já se publicou em qualquer década; e há coisas boas, mas o impacto raramente vai além do fandom. Sei que quanto mais publicarmos, mais aumentamos a chance de um bom trabalho aparecer. Enquanto isso, continuo esperando para ler um romance brasileiro que vai me surpreender.
Dizem que somos criativos e que temos uma cultura multivariada. São 190 milhões de cabeças para pensar, 380 milhões de braços para trabalhar. O que saiu errado? Por que produzimos tão pouco?
OutraCoisa.com.br: O Brasil produz pouca ficção científica então? Qual o motivo, em sua concepção, que leva o Brasil a produzir tão pouco?
Vou multiplicar sua pergunta: o Brasil produz muita ciência? Produz muita tecnologia? Produz muita arte, seja literatura, cinema, música?
Ele produz algo. E parece que ainda somos felizes por ter ilhas de criatividade que resistem à desleal concorrência estrangeira.
Dizem que somos criativos e que temos uma cultura multivariada. São 190 milhões de cabeças para pensar, 380 milhões de braços para trabalhar. O que saiu errado? Por que produzimos tão pouco? Essa é uma questão que tem raízes na nossa colonização e se perpetua pelo poder incomensurável da burrice eleitoral. Todos os dias o Brasil perde gênios potenciais em virtude de uma educação deficiente, todos os dias nossos melhores artistas e cientistas deixam o país para trabalhar em um lugar onde seus talentos serão devidamente aproveitados, onde viverão decentemente e serão reconhecidos.
Eu não me excluo disso. Tenho pavor de pensar em abandonar a escrita ou atividade acadêmica por não conseguir me sustentar fazendo o que gosto.
OutraCoisa.com.br: Você acha que existe espaço para uma iniciativa de produção cinematográfica brasileira de ficção científica, com roteiros feitos aqui? Acha isso importante para a reduzida comunidade de escritores de ficção científica no país?
Creio que os cineastas brasileiros se sentem tão otimistas e ansiosos quanto os escritores de FC. Só que no cinema a questão ganha alguns cifrões. O cinema de ficção científica foi construído principalmente em cima dos (d)efeitos especiais, o que exige tecnologia e muito dinheiro. Se nossa ficção não tem escola, tampouco nosso cinema tem indústria. Mas nada impede que o cinema brasileiro invista em uma ficção científica que não exija muitos recursos técnicos e que prime pela qualidade do roteiro.
OutraCoisa.com.br: Qual você entende como sendo o papel da ficção científica no país e no mundo?
A ficção científica é um campo fértil de boas idéias, um lugar onde os escritores viram profetas e ajudam a humanidade a vislumbrar os horizontes do futuro ou a refletir sobre o seu presente. Na pior das hipóteses, a FC é um bom entretenimento e exercita a imaginação, a lógica, o raciocínio e a flexibilidade de pensamento.
É um gênero escapista, com certeza, mas por que interpretar isso como algo ruim? Como disse Fernando Pessoa: “Navegar é preciso, viver não é preciso”. Eu transcendo a mim mesma quando me aventuro por universos tão além da realidade imediata, minha vida parece ganhar sentido em escala cósmica.
OutraCoisa.com.br: Aos interessados em escrever ficção científica e que não sabem bem por onde começar qual o seu conselho?
Comecem, mesmo sem saber por onde. Eu também não sabia.
OutraCoisa.com.br: Você enfrentou dificuldades para encontrar uma editora? Como é/foi este processo?
Tive a feliz coincidência de terminar meu livro no momento em que meus amigos e donos da Tarja Editorial iniciaram a seleção de trabalhos. Como participávamos de oficinas, eles já conheciam parte da minha produção. O livro foi avaliado, aprovado e teve uma publicação bem rápida: apenas três meses depois de eu ter colocado o ponto final no manuscrito.
Não precisei pagar para publicar, não vivi a via-crúcis da procura por editoras, não tive que fazer alterações no livro. Fui bem feliz, pra dizer a verdade. A única desvantagem é que a Tarja Editorial está começando e não distribui amplamente para as livrarias, mas está no caminho.
Escrever é me perpetuar através de idéias. É levar outras pessoas a viajar em pensamentos. É dar forma a mundos, vida a personagens; é um jeito bem discreto de brincar de Deus.
OutraCoisa.com.br: Asimov costumava dizer que “Escrever é pensar através dos dedos”. O que é escrever para você?
É me perpetuar através de idéias. É levar outras pessoas a viajar em pensamentos. É dar forma a mundos, vida a personagens; é um jeito bem discreto de brincar de Deus.
OutraCoisa.com.br: Carl Sagan, creio, concordaria com você. Ele partilhava deste sentimento de perpetuar a si mesmo através das idéias. Você diria que Cláudia Mansilha, sua personagem recorrente em “Parênteses da Eternidade” e “Assassinando o Tempo” é uma extensão de você? Suas personagens fazem o caminho reverso e acabam te influenciando?
Personagens são como filhos: são extensões de seus pais. Sim, Cláudia Mansilha e todos os outros personagens me traduzem em alguma dimensão. E sim, acho que alguns deles passam a atuar no caminho inverso: eles me modificam. Alguns exibem qualidades que não tenho, alguns me confrontam ou passam a exigir algo de mim. Em geral, são amigos íntimos com quem travo ótimos diálogos, e essa é outra coisa muito esquizofrênica de se dizer.
OutraCoisa.com.br: Você parece ter tido certo cuidado em não ter feito de Mansilha uma personagem convencionalmente orientada ao método científico, mas capaz de abstrações no campo da Filosofia. Isso é uma impressão ou, de fato, esta questão fez parte do processo de criação da personagem?
O método científico envolve Filosofia. O cientista é, acima de tudo, um cérebro pensante, alguém que formula hipóteses, estabelece a lógica da experimentação, analisa os dados e tece suas conclusões. Minha imagem de um bom Cientista se assemelha muito à de um Filósofo, talvez por inspiração do meu orientador de mestrado, que também é meu professor de Filosofia.
Falando da Mansilha, ela é uma Física Teórica que se lançou numa espécie de odisséia experimental, só por essa característica a história dela já resvala para o fantástico. Muitas teorias da física não são testáveis com a tecnologia atual e ficam restritas aos modelos matemáticos, não é por acaso que os físicos teóricos dominam como poucos o pensamento abstrato.
OutraCoisa.com.br: Quando perguntei sobre suas influências imagino que tenha sido uma pergunta bem comum… mas você já consegue se imaginar como uma influência para escritoras(es) que estão por vir?
Essa pergunta me deixa com um friozinho no estômago. Se um dia acontecer, ficarei muito grata em ver minha obra transformada em uma fonte de inspiração onde novos escritores virão beber. Mas isso me parece muito distante, estou preocupada com o presente e a todo momento só penso que tenho que trabalhar e trabalhar e trabalhar… Meu sonho é conseguir transmitir histórias capazes de encantar as pessoas. Minha ambição é conseguir fazer dessa atividade o meu meio de vida. Se tiver sucesso nessas duas coisas, estarei realizada.
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